Minha primeira formação foi em Engenharia. Venho do mundo das exatas, dos cálculos e do racional. Mas sempre houve algo que me puxava para além dos números: o mistério.

Seja devorando um livro da Agatha Christie ou tentando isolar o valor de “X” em uma equação complexa na escola, o que me movia era a curiosidade incansável de desvendar o oculto. Com o tempo, percebi que o comportamento humano também tem suas equações — mas os resultados não estão em tabelas, e sim nos símbolos.

Ao iniciar minha jornada na análise de sonhos há 5 anos, reencontrei aquela menina adolescente: persistente, curiosa e focada em entender qual é o “X da questão” de cada paciente. Na análise junguiana, o sonho é a nossa variável desconhecida e o mensageiro do inconsciente. Quando o analisamos, não estamos apenas “interpretando”, estamos resolvendo uma equação da alma para encontrar o equilíbrio.

Hoje, uso meu raciocínio estruturado para navegar nas águas profundas do inconsciente. Afinal, para entender o infinito, às vezes precisamos de uma bússola bem calibrada, seja na vida corporativa, seja no consultório ou ainda nos relacionamentos!