Você já percebeu que não falamos apenas palavras, mas evocamos mundos inteiros através delas? A simbologia não está guardada em livros empoeirados; ela pulsa no seu vocabulário cotidiano.

Quando você diz: “Eu me espelho em você”, não está falando de vidro e prata. No olhar junguiano, o espelho remete à clareza da fase alquímica da Albedo. É aquele momento em que a confusão se dissipa e ganhamos a lucidez necessária para enxergar o que queremos integrar em nós.

Quer outro exemplo que está na ponta da língua? Sabe aquele cabelo cacheado, volumoso e indomável que chamamos de “rebelde”? Essa não é uma escolha aleatória de adjetivo. No Livro dos Símbolos, uma das simbologias associadas ao cabelo é força, nas variações descritas ali, os cacheados, que “têm vida própria” simbolizam uma natureza que não aceita ser contida — exatamente como os animadores da Disney fizeram com a Merida, em Valente, para imprimir visualmente sua personalidade livre.

A simbologia é o ponto de partida para decifrar o “X” do seu inconsciente. Seus sonhos usam essa mesma linguagem. Que tal começar a prestar atenção?

Agora me conta: Qual expressão você usa sempre e o que ela pode estar escondendo sobre sua alma?